II - E FALANDO DE FIGOS
Publicada em 03/08/2016 às 13:52
Andando na saída de nossa casa para a estrada de pedrinhas brancas senti o cheiro de figos no ar e emocionada vi a figueira carregada desses pequenos frutos deliciosos. Uma experiência olfativa e visual inesquecível seguida pelas delícia gustativa porque colhi alguns para comer na hora. Na realidade a colheita não é fácil e geralmente é feita em Portugal com um instrumento de lata chamado roca que permite atingir os figos mais altos, os mais gostosos porque recebem mais sol. Comemos nos figos as flores que após a fecundação ficam inchadas e carnosas.

I - UMA AMADORA NA COZINHA OU DAS DELÍCIAS DE SER GATA BORRALHEIRA EM PORTUGAL
Publicada em 31/07/2016 às 21:32
Sempre gostei de cozinhar, sem compromissos e nos feriados, explicando feriados e domingos. Porque aos sábados sempre tive convidados e excelentes cozinheiras para preparar um almoço para pelo menos vinte pessoas. Sempre gostei de procurar receitas novas ou refazer as tradicionais receitas da família e dessa forma os almoços do dia a dia da minha casa em Recife, desde tempos imemoriais, sempre foram almoços de domingo. Ou almoços de Natal como uma hóspede canadense uma vez comentou. Esse dom vem dos dois lados da minha família, das avós, mãe e tias e é compartilhado com minhas irmãs e alguns dos meus filhos.

BLOGUEIRA

CRISTIANA ALTINO DE ALMEIDA

Médica especializada em Medicina Nuclear e Endocrinologia. Uma habitante a mais de Evoramonte onde vivo com Jan Kremer, jornalista e escritor holandês. Escolhemos Portugal para viver parte do ano. Outra parte pretendemos passar no Brasil, na Holanda e viajando. Queremos aproveitar nosso tempo priorizando qualidade de vida.

DICAS
VAMOS EXPERIMENTAR AS DELÍCIAS DA GADANHA MERCEARIA?
GADANHA MERCEARIA E RESTAURANTE, ESTREMOZ.
QUE TAL LER "FERNANDO PESSOA - UMA QUASE AUTOBIOGRAFIA"?
O livro me encantou tanto, porque Fernando Pessoa é uma paixão comum entre eu e Jan Kremer, que em 2015 passamos cinco dias em Lsboa seguindo os passos desse poeta múltiplo. Conhecendo os lugares que frequentava, a casa em que morou e morreu, os bares e restaurantes. Fomos atrás da Tabacaria, segundo Zé Paulo. Confesso que uma frustração pelo abandono do lugar mas não perdi a confiança de que nosso escritor pernabucano acertou o local verdadeiro, seguindo minunciosamente a descrição da Tabacaria, a vista da janela do local onde trabalhava, os donos na época. Um dia, acredito, os portugueses vão reconhecer que ele tem razão.
A LOJA DO GATO PRETO
Casas livres, donos felizes, esse é o lema da Loja do Gato Preto. A inspiração do nome surgiu quando a gata da casa “deu à luz” uma ninhada onde havia apenas um gato todo preto. O gato preto tornou-se um sinal de sorte e o símbolo da relação da empresa com o artesanato e com a cultura proverbial portuguesa. A Loja do Gato Preto tem uma afetividade especial por gatos e pelos seus comportamentos e, por isso, as lojas comercializam várias coleções com inspiração nestes animais, destacando-se especialmente as canecas, os serviços e os têxteis.
UM FANTÁSTICO MUSEU NA HOLANDA: O MUSEU KRÖLLER-MÜLLER.
O Museu Kröller-Müller é um museu de arte que inclui um jardim de esculturas, localizado no parque Nacional de Otterlo na Holanda (Hoge Veluwe National Park), província de Gelderland. Falo desse belo museu como digno de um dia inteiro a ele dedicado nos passeios na Holanda. Primeiro porque é o segundo museu com mais pinturas de Vincent van Gogh na Holanda e no mundo, só perdendo para o Museu van Gogh, em Amsterdam. Segundo porque o Jardim das Esculturas (Beeldentuin) é um divino passeio ao ar livre entre obras de arte modernas e bem distribuídas. O museu tem também obras de arte surpreendentes de artistas modernos e contemporâneos, representando diversos movimentos artísticos como o impressionismo, o cubismo e o simbolismo. A coleção de esculturas inclui uma de Auguste Rodin (como amo o Museu Rodin em Paris) e mais Henry Moore, Jean Fabre, Jean Dubuffet e muitos outros artistas. Mostra a arte dos anos sessenta, a arte dita avant-garde e a arte contemporânea de várias nacionalidades.Uma perfeita simbiose entre arte, arquitetura e natureza. Escrevendo agora sobre esse museu, e não esqueçam de prestar atenção ao pavilhão Rietveld, senti uma vontade enorme de lá voltar prestando muito mais atenção a cada obra. Tenho certeza que todos que forem vão amr o passeio, a cerca de duas horas de Amsterdam, por trem ou por ônibus.