VI - DESPEDIDA DE MADRID NO AEROPORTO MADRID-BARAJAS TERMINAL 4 2009
Publicada em 23/07/2016 às 09:50
Nesse dia acordei pronta para a despediada de Madrid, com as malas fechadas para o aeroporto onde viajaria para Amsterdam, aeroporto Schiphol. Nunca tinha ido à Holanda, um país de língua estranha e gutural, difícil de ler e de compreender. A tranquilidade indo a Amsterdam é saber que todo mundo, desde a mais tenra idade fala inglês fluentemente. Sabia dos holandeses invasores em Pernambuco entre 1630 e 1654. Invadiram também a Bahia em 1624, quando Portugal estava sob o domínio espanhol, portanto enfraquecido o que deu aos holandeses o apetitie por suas colônias de além mar. Mas volto à essa história encantada chegando ao aeroporto de Madrid, Aeroporto de Madrid-Barajas, ou seu nome completo, Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas. Em 2000, como o aeroporto estava pequeno para o rítmo local foi realizada uma mega ampliação na estrutura primitiva, com a construção de novo edifício terminal e satélites e mais várias obras paralelas e necessárias. Esse plano chamou-se Projeto Barajas.

V - SOBRE DESJEJUM E JARDINS DO PALÁCIO REAL DE MADRID 2009
Publicada em 17/07/2016 às 22:00
Último dia em Madrid e como esse período passou rápido. Adoro café da manhã, em casa ou em hotéis. Talvez seja a refeição que mais gosto. Uma refeição completa, no mínimo um café continental. O café da manhã do hotel A.C. Los Vascos em Moncloa era mais que perfeita e para mim um abuso de presunto serrano.

IV - EM TORNO DO TEATRO REAL DE MADRID E PRAÇA DE ORIENTE 2009
Publicada em 13/07/2016 às 22:26
Um dia de muito trabalho na Clínica La Luz, muitos exames, atraso da dose do F-18-FDG, a glicose marcada com um radioisótopo de meia vida curta, portanto de curto espaço entre a injeção e a imagem o que requer uma estratégia difícil tanto na localização do ciclotron onde esse traçador é produzido como no transporte para o local do exame. Na Europa as facilidades são maiores pela abundância de cíclotrons e pela existência deles próximos aos hospitais.

III- UM TÍPICO ALMOÇO ESPANHOL NO EL HORNO ASADOR 2009
Publicada em 12/07/2016 às 00:06
A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Isso disse Fernando Pessoa e isso estou vivendo eu todos os dias, aqui em Madrid. Nesse dia almoçamos juntos eu, o chefe do serviço de Medicina Nuclear da Clínica Luz e a minha amiga Dra. María da Paz Madariaga Unceta-Barrenechea, com um belo nome espanho, que esteve comigo todos os dias no trabalho. Dr. José Luis Carreras Delgado, catedrático de Medicina Nuclear, acadêmico da Real Academia Nacional de Medicina, pesquisador com vasto currículo é também um conhecedor e um amante da boa comida espanhola. Além dos conhecimentos em PET-CT ele providenciou esse lauto banquelte espanhol, com o melhor presunto cru da espanha e mais especialidades da casa.

II - DO PALÁCIO DE CIBELES PARA O MUSEU DO PRADO 2009
Publicada em 10/07/2016 às 23:00
Acordar em Madrid com dois grandes entusiasmos de vida é quase sonhar. Estar em Madrid e fazer um treinamento para PET-CT e estar em Madrid a caminho da Holanda. PET-CT era um velho desejo de modernidade e de nova tecnologia, a que revolucionou no mundo o enfoque para pessoas com câncer. Foram anos de luta na minha terra natal. Estar a caminho da Holanda já expliquei que era um misto de ansiedade e paixão, um gosto de aventura, uma certeza interior de que seria ótimo. Nem um resquício de medo porque me considerava prudente e segura do que queria.

BLOGUEIRA

CRISTIANA ALTINO DE ALMEIDA

Médica especializada em Medicina Nuclear e Endocrinologia. Uma habitante a mais de Evoramonte onde vivo com Jan Kremer, jornalista e escritor holandês. Escolhemos Portugal para viver parte do ano. Outra parte pretendemos passar no Brasil, na Holanda e viajando. Queremos aproveitar nosso tempo priorizando qualidade de vida.

DICAS
VAMOS EXPERIMENTAR AS DELÍCIAS DA GADANHA MERCEARIA?
GADANHA MERCEARIA E RESTAURANTE, ESTREMOZ.
QUE TAL LER "FERNANDO PESSOA - UMA QUASE AUTOBIOGRAFIA"?
O livro me encantou tanto, porque Fernando Pessoa é uma paixão comum entre eu e Jan Kremer, que em 2015 passamos cinco dias em Lsboa seguindo os passos desse poeta múltiplo. Conhecendo os lugares que frequentava, a casa em que morou e morreu, os bares e restaurantes. Fomos atrás da Tabacaria, segundo Zé Paulo. Confesso que uma frustração pelo abandono do lugar mas não perdi a confiança de que nosso escritor pernabucano acertou o local verdadeiro, seguindo minunciosamente a descrição da Tabacaria, a vista da janela do local onde trabalhava, os donos na época. Um dia, acredito, os portugueses vão reconhecer que ele tem razão.
A LOJA DO GATO PRETO
Casas livres, donos felizes, esse é o lema da Loja do Gato Preto. A inspiração do nome surgiu quando a gata da casa “deu à luz” uma ninhada onde havia apenas um gato todo preto. O gato preto tornou-se um sinal de sorte e o símbolo da relação da empresa com o artesanato e com a cultura proverbial portuguesa. A Loja do Gato Preto tem uma afetividade especial por gatos e pelos seus comportamentos e, por isso, as lojas comercializam várias coleções com inspiração nestes animais, destacando-se especialmente as canecas, os serviços e os têxteis.
UM FANTÁSTICO MUSEU NA HOLANDA: O MUSEU KRÖLLER-MÜLLER.
O Museu Kröller-Müller é um museu de arte que inclui um jardim de esculturas, localizado no parque Nacional de Otterlo na Holanda (Hoge Veluwe National Park), província de Gelderland. Falo desse belo museu como digno de um dia inteiro a ele dedicado nos passeios na Holanda. Primeiro porque é o segundo museu com mais pinturas de Vincent van Gogh na Holanda e no mundo, só perdendo para o Museu van Gogh, em Amsterdam. Segundo porque o Jardim das Esculturas (Beeldentuin) é um divino passeio ao ar livre entre obras de arte modernas e bem distribuídas. O museu tem também obras de arte surpreendentes de artistas modernos e contemporâneos, representando diversos movimentos artísticos como o impressionismo, o cubismo e o simbolismo. A coleção de esculturas inclui uma de Auguste Rodin (como amo o Museu Rodin em Paris) e mais Henry Moore, Jean Fabre, Jean Dubuffet e muitos outros artistas. Mostra a arte dos anos sessenta, a arte dita avant-garde e a arte contemporânea de várias nacionalidades.Uma perfeita simbiose entre arte, arquitetura e natureza. Escrevendo agora sobre esse museu, e não esqueçam de prestar atenção ao pavilhão Rietveld, senti uma vontade enorme de lá voltar prestando muito mais atenção a cada obra. Tenho certeza que todos que forem vão amr o passeio, a cerca de duas horas de Amsterdam, por trem ou por ônibus.