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CRISTIANA ALTINO DE ALMEIDA

Médica especializada em Medicina Nuclear e Endocrinologia. Uma habitante a mais de Evoramonte onde vivo com Jan Kremer, jornalista e escritor holandês. Escolhemos Portugal para viver parte do ano. Outra parte pretendemos passar no Brasil, na Holanda e viajando. Queremos aproveitar nosso tempo priorizando qualidade de vida.

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SEXTO DIA - 21/11/2009

Nesse dia acordei pronta para a despedida de Madrid, com as malas fechadas para o aeroporto onde viajaria para Amsterdam, aeroporto Schiphol. Nunca tinha ido à Holanda, um país de língua estranha e gutural, difícil de ler e de compreender. A tranquilidade indo a Amsterdam é saber que todo mundo, desde a mais tenra idade fala inglês fluentemente. Sabia dos holandeses invasores em Pernambuco entre 1630 e 1654. Invadiram também a Bahia em 1624, quando Portugal estava sob o domínio espanhol, portanto enfraquecido o que deu aos holandeses o apetitie por suas colônias de além mar.

Quem daqui não conhece o Conde Maurício de Nassau, a batalha final dos montes Guararapes, o Engenho de Dona Ana Paes, a estranha luta das panelas na feira de Tejucupapo, a quantidade de olhos azuis que encontramos no sertão de Pernambuco, a fundação do Recife, a construção de pontes, teatro Santa Isabel e palácio do campo das Princesas? O número de artistas trazidos para pintar nossa gente, flora e fauna, especialmente Frans Post e Albert Eckout.

Frans Post de uma escola paisagista holandesa que retratou as matas, a cidade e os engenhos. Albert Eckhout que além de artista era botânico e retratou pessoas, a flora e a fauna local. Pintou naturezas mortas. O castelo de Ricardo Brennand é repleto de suas obras.

Chegando ao belo aeroporto Madrid-Barajas, terminal 4.

Mas volto à essa história encantada chegando ao aeroporto de Madrid, Aeroporto de Madrid-Barajas, ou seu nome completo, Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas. Em 2000, como o aeroporto estava pequeno para o rítmo local foi realizada uma mega ampliação na estrutura primitiva, com a construção de novo edifício terminal e satélites e mais várias obras paralelas e necessárias. Esse plano chamou-se Projeto Barajas.

Viajando pela Iberia.

Dois arquitetos foram responsáveis pelas obras do novo terminal 4 (T4) e seu satélite (T4-S) Antonio Lamela, espanhol e Richard Rogers (inglês). Richard Rogers ganhou o prêmio Stirling do Real Instituto de Arquitetos Britânicos (Royal Institute odf British Architects Stirling Prize),  em 2006 por essa obra. Esse é um dos mais importantes prêmios para arquitetos ingleses embora contemple construções em qualquer lugar da União Europeia. A construção é eletrizante com a mistura inusitada de aço (45 mil toneladas) e bambu, material durável e resistente. Carlos Lamela diz que os aspectos que conferem personalidade ao aeroporto são a funcionalidade, luminosidade, orientação ao passageiro (impressionantemente eficiente) e a intengração do mesmo na paisagem. As cores mudam na área de embarque como referência visual ao passageiro. Ainda há o aconchego e a beleza da cobertura de madeira laminada de bambu integrada na estrutura de aço e o inédito sistema de iluminação por reflexão que reduz a dependência da luz artificial. A sensação de beleza é inevitável assim como a de conforto.

Área de embarque e a beleza da arquitetura de aço e bambu no teto. 

 Detalhes do belo trabalho no teto.

 

Andando no aeroporto como se estivesse dentro de um filme. 

O aeoporto tem mais de cem lojas das marcas mais conhecidas incluindo El Corte Ingles. Não estava interessada em compras mas em chegar na Holanda. Apesar disso parei encantada numa pequena loja de colares e objetos exóticos. Arrependida até hoje por não ter comprado um dos mais lindos colares que já vi.

Incrivelmente belo e surpreendente esse aeroporto. 

Uma das fantásticas áreas de espera para embarque.

 Já próxima a hora de embarque, portanto já no portão certo. Sou péssima em achar portões, horário de vôos, já perdi vôos, já errei até datas de congressos e marcação de hotéis. Nesse dia tudo funcionou bem e só restava a mim fazer algumas das minhas selfies com a câmara para provar a mim mesma e a todos que estava nessa viagem.

 Feliz com a viagem e preparada para a nova aventura holandesa.

A partir daí o vôo para o Schiphol em Amsterdam e duas noites para seguir para Arnhem, meu destino final, ao encontro do meu já querido amigo Jan Kremer que hoje é o meu amor definitivo.

 

Pela primeira vez em Amsterdam, o aeroporto já decorado para o Natal.

Não sabia nesse dia de chegada que o Schiphol ia ser o segundo aeroporto mais visitado por mim na Europa, depois claro do aeroporto de Lisboa, o melhor ponto de conexão para outras cidades e hoje quase uma ponte aérea entre minha duas casas.

 

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